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#alvaro de campos
homeless62 · 12 days ago
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comporsilencios · 24 days ago
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comporsilencios · a month ago
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Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.
Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem esperança nenhuma
(...)
~ Álvaro de Campos
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memoryslandscape · a month ago
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Your slender hands, somewhat pale and somewhat my own, / Lay perfectly still in your lap that day, / As the scissors and thimble of another girl might lie. / You sat there lost in thought, looking at me as into space. / (I remember this so as to have something to think about without thinking.) / Suddenly, half sighing, you interrupted what you were being, / You consciously looked at me and said: / 'It's a pity every day can't be like this.' / Like that day that wasn't anything . . .
Álvaro de Campos, from “Holiday Retreat,” A Little Larger Than the Entire Universe: Selected Poems of Fernando Pessoa, ed. & transl.  Richard Zenith (Penguin Classics, 2006)
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frasespoesiaseafins · a month ago
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A partir desta semana, todas as quartas de abril, apresentamos LiterAto, série de curtas-metragens baseados na obra dos heterônimos do poeta português Fernando Pessoa. . A vasta obra de Pessoa é dividida entre os textos e poemas que “ele mesmo” assinou - a sua obra ortônima - e as de seus heterônimos, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, além do semi-heterônimo e menos conhecido autor, Bernardo Soares. . A questão desses heterônimos é resultado das características da própria personalidade de Pessoa. Esse desdobramento do “eu”, a multiplicidade de identidades e a sinceridade do fingimento, são condições que marcaram sua genial criação literária, considerada uma das maiores obras universais escritas em língua portuguesa. . A obra de Pessoa foi escolhida por estar em domínio público e ter caráter atemporal e universal. Já a escolha dos textos foi pela possível relação entre cada um deles e as fases deste período de pandemia: pessimismo (Campos), melancolia (Soares) e aceitação (Caeiro)” . Nesta quarta, 07, apresentamos “Tabacaria” e na próxima, 14, “Lisbon Revisited (1923)”, ambos poemas de Álvaro de Campos. No dia 21, apresentamos dois trechos, em um filme só, do “Livro do Desassossego”, de Bernardo Soares. E encerramos com o canto V de “O Guardador de Rebanhos”, de Alberto Caeiro. . A exibição é sempre às 19h30, pelo canal do YouTube do Edith Cultura. . Demais informações, fotos e links estão no site www.shelalmeida.com.br, que agora tá com a cara do LiterAto. (Link na bio) . O projeto tem idealização de Shel Almeida, direção de Marina Abib, atuação de Jeison Domingues, produção audiovisual de Rafael Silva, assistência audiovisual de Ana Arantes e produção executiva de Vera Abib. As artes e os site foram gentilmente feitos pela Laura A. Chaile. . Foi contemplado em edital referente à Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, promovido pela Prefeitura de Bragança Paulista, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, com apoio do Conselho Municipal de Política Cultural.
Mais informações: shelameida.com.br
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risoselagrimas · a month ago
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O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
- O que há em mim é sobretudo cansaço, Álvaro de Campos
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memoryslandscape · a month ago
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I was saying that at least some verses get written . . . This was with respect to a girl, A blonde girl, But which one? There was one I saw a long time ago in another city, On another sort of street, And there’s this one I saw a long time ago in another city, On another sort of street. Since all memories are the same memory, Everything that was is the same death, Yesterday, today, and maybe even tomorrow. A passerby looks at me with casual curiosity. Could it be that I’m making verses in gestures and frowns? Perhaps . . . The blonde girl? It’s the same girl after all . . . Everything’s the same after all . . . Only I am in some sense not the same, and this is also the same.
Álvaro de Campos, from “Chance,” A Little  Larger Than the Entire Universe: Selected Poems of Fernando Pessoa, ed. & transl.  Richard Zenith (Penguin Classics, 2006)
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memoryslandscape · a month ago
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I don’t believe in anything but the existence of my sensations; I have no other certainty, not even of the outer universe conveyed to me by those sensations. I don’t see the outer universe, I don’t hear the outer universe, I don’t touch the outer universe. I see my visual impressions; I hear my auditory impressions; I touch my tactile impressions. It’s not with the eyes but with the soul that I see; it’s not with the ears but with the soul that I hear; it’s not with the skin but with the soul that I touch. And if someone should ask me what the soul is, I’ll answer that it’s me.
Álvaro de Campos, from Notes for the Memory of My Master Caeiro; A Little  Larger Than the Entire Universe: Selected Poems of Fernando Pessoa, ed. & transl.  Richard Zenith (Penguin Classics, 2006)      
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leaquioficial · 2 months ago
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No silêncio interior encontramos muitas coisas
Podemos nos encontrar com muitas coisas no silêncio da mente, e Álvaro Campos define o que é para ele "pensar em nada".
Tantas coisas podem estar no silêncio da mente. O silêncio da mente é o colóquio com a alma. Dizem que é no silêncio interior que encontramos as nossas respostas. Ali nós nos desligamos da vida, nos isolamos do mundo externo, nos retiramos da frenética atividade mental. É ali que nos desfazemos de toda a balbúrdia, seja a exterior – que nos vem pelos sentidos, seja a interior – que nos assola…
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sad-cinderela · 2 months ago
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Adiamos tudo, até que a morte chegue.
Poesias de Álvaro de Campos.  Lisboa: Ática, 1944.
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sad-cinderela · 3 months ago
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Depois de não ter dormido,
Depois de não ter dormido, Depois de já não ter sono, Interminável madrugada em que se pensa sempre sem se pensar, Vi o dia vir Como a pior das maldições — A condenação ao mesmo ...
- Álvaro de Campos, 5-9-1934.
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memories-of-a-lost-soul · 3 months ago
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— Álvaro de Campos, no livro "Poesia". (Editora Assíro & Alvim; 10.ª edição [2013]).
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kilosbetterthanpounds · 3 months ago
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Ver "Reflexiones sobre Fernando Pessoa/Álvaro de Campos" en YouTube
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aalbertosousa · 3 months ago
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Porque a verdade não o é…
Porque a verdade não o é… não, a verdade não é exacta a terra já foi plana, quadrada circular e redonda, a própria água nem sempre molha nem sempre dois e dois são quatro dois seios e dois testículos quando muito será um casal Continua no Blog
Porque a verdade não o é… não, a verdade não é exactaa terra já foi plana, quadradacircular e redonda,a própria água nem sempre molhanem sempre dois e dois são quatrodois seios e dois testículos quando muito será um casalnascemos na inverdade inventada, bebés trazidos por cegonhasum velho vestido de vermelho que nos premeia o bom comportamentoque Adão não conhecia Eva até comer a maçã…que depois…
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richardanarchist · 3 months ago
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Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, Eu era feliz e ninguém estava morto. Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,   E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer. 
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,   De ser inteligente para entre a família, E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim. Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças. Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo, O que fui de coração e parentesco. O que fui de serões de meia-província, O que fui de amarem-me e eu ser menino, O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui... A que distância!... (Nem o acho...) O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,   Pondo grelado nas paredes... O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas), O que eu sou hoje é terem vendido a casa,   É terem morrido todos, É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos... Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo! Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez, Por uma viagem metafísica e carnal, Com uma dualidade de eu para mim... Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui... A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos, O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado, As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,   No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração! Não penses!  Deixa o pensar na cabeça!   Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!   Hoje já não faço anos. Duro. Somam-se-me dias. Serei velho quando o for. Mais nada. Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Álvaro de Campos
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richardanarchist · 3 months ago
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A Verdadeira Liberdade
A liberdade, sim, a liberdade! A verdadeira liberdade! Pensar sem desejos nem convicções. Ser dono de si mesmo sem influência de romances! Existir sem Freud nem aeroplanos, Sem cabarets, nem na alma, sem velocidades, nem no cansaço! A liberdade do vagar, do pensamento são, do amor às coisas naturais A liberdade de amar a moral que é preciso dar à vida! Como o luar quando as nuvens abrem A grande liberdade cristã da minha infância que rezava Estende de repente sobre a terra inteira o seu manto de prata para mim... A liberdade, a lucidez, o raciocínio coerente, A noção jurídica da alma dos outros como humana, A alegria de ter estas coisas, e poder outra vez Gozar os campos sem referência a coisa nenhuma E beber água como se fosse todos os vinhos do mundo! Passos todos passinhos de criança... Sorriso da velha bondosa... Apertar da mão do amigo [sério?]... Que vida que tem sido a minha! Quanto tempo de espera no apeadeiro! Quanto viver pintado em impresso da vida! Ah, tenho uma sede sã. Deem-me a liberdade, Deem-ma no púcaro velho de ao pé do pote Da casa do campo da minha velha infância... Eu bebia e ele chiava, Eu era fresco e ele era fresco, E como eu não tinha nada que me ralasse, era livre. Que é do púcaro e da inocência? Que é de quem eu deveria ter sido? E salvo este desejo de liberdade e de bem e de ar, que é de mim?
Álvaro de Campos
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richardanarchist · 3 months ago
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Depus a máscara
Depus a máscara e vi-me ao espelho. — Era a criança de há quantos anos. Não tinha mudado nada... É essa a vantagem de saber tirar a máscara. É-se sempre a criança, O passado que foi A criança. Depus a máscara e tornei a pô-la. Assim é melhor, Assim sou a máscara. E volto à personalidade como a um terminus de linha.
Álvaro de Campos
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empessoa · 3 months ago
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Álvaro de Campos Dá-nos a Tua paz,
Dá-nos a Tua paz, Deus Cristão falso, mas consolador, porque todos Nascem para a emoção rezada a ti; Deus anti-científico mas que a nossa mãe ensina; Deus absurdo da verdade absurda, mas que tem a verdade das                               lágrimas Nas horas de fraqueza em que sentimos que passamos Como o fumo e a nuvem, mas a emoção não o quer, Como o rasto na terra, mas a alma é sensível...
Dá-nos a Tua paz, ainda que não existisses nunca, A Tua paz no mundo que julgas Teu, A Tua paz impossível tão possível à Terra, À grande mãe pagã, cristã em nós a esta hora E que deve ser humana em tudo quanto é humano em nós.
Dá-nos a paz como uma brisa saindo Ou a chuva para a qual há preces nas províncias, E chove por leis naturais tranquilizadoramente.
Dá-nos a paz, porque por ela siga, e regresse O nosso espírito cansado ao quarto de arrumações e coser Onde ao canto está o berço inútil, mas não a mãe que embala, Onde na cómoda velha está a roupa da infância, despida Com o poder iludir a vida com o sonho...
Dá-nos a tua paz. O mundo é incerto e confuso, O pensamento não chega a parte nenhuma da Terra, O braço não alcança mais do que a mão pode conter, O olhar não atravessa os muros da sombra, O coração não sabe desejar o que deseja A vida erra constantemente o caminho para a Vida. Dá-nos, Senhor, a paz, Cristo ou Buda que sejas, Dá-nos a paz e admite Nos vales esquecidos dos pastores ignotos Nos píncaros de gelo dos eremitas perdidos, Nas ruas transversais dos bairros afastados das cidades, A paz que é dos que não conhecem e esquecem sem querer.
Materna paz que adormeça a terra, Dormente à lareira sem filosofias, Memória dos contos de fadas sem a vida lá fora, A canção do berço revivida através do menino sem futuro, O calor, a ama, o menino, O menino que se vai deitar E o sentido inútil da vida, O coveiro antigo das coisas, A dor sem fundo da terra, dos homens, dos destinos Do mundo...
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Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993.
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